"Marvão" Portalegre Travelogue by acilina


Portalegre Travel Guide: 64 reviews and 146 photos

Mourão is a city near Castelo de Vide. We went here at the end of the day, so there aren't many pictures.
But it's worth while a longest visit. Some day...
This is a view from the castle.

O Concelho de Mourão encontra-se localizado na região do Alentejo denominada Margem Esquerda (do Rio Guadiana) e inclui três freguesias: Mourão, Granja e Luz. O Concelho tem uma população total de 3273 habitantes ( Mourão 1974; Granja 905; Luz 394 ), situa-se a 56 Km para sudoeste da Cidade de Évora e a 202 Km de Lisboa. O Concelho de Mourão tem uma área total de 288,72 Km2. A área abrangente do Concelho de Mourão é influenciada por outros Concelhos vizinhos tais como: Moura, Reguengos de Monsaraz, Barrancos e também transfronteiriços como é o caso da Estremadura Espanhola ( Vila Nueva del Fresno ).

O amuramento fortificado da vila e o seu Castelo pertencem ao reinado de D. Afonso IV e foram construídos, segundo se conclui da leitura da lápida da fundação, sob directa assistência do mestre de pedraria João Afonso, com início no ano de 1343. Todavia, admite-se que os Freires do Hospital, seus primeiros donatários após a conquista do território, debaixo da suzerania leo-castelhana do séc. XIII, lhe tivessem feito trabalhos definitivos comuns da Idade Média. A obra militar acusava alguma ruína no reinado de D. Manuel I, pelo que teve de ser corrigida pela Coroa numa série de empreitadas a longo prazo, que compreenderam, além deste, mais os velhos castelos alentejanos de Moura, Monsaraz e Portel, tendo a sua direcção sido entregue ao cuidado dos mestres de obras régias da comarca de antre-tejo e odiana, irmãos Diogo e Francisco Arruda. A primeira fase, compreendida entre 1498-1517, sendo de 500 mil reais; a segunda, dos começos, do governo de 500 mil reais; a segunda, dos começos do governo de D. João III, até 1541, atingiu a elevada verba de 1 082 500 rs., o que revela, decerto, a importância dos trabalhos realizados não só na fortaleza como no paço da alcáçova. Esta primitiva fortificação, presidida pelo capitão de cavalos João Ferreira da Cunha ( já ocupava o posto em 1645), guarnecida por 400 soldados de linha, sofreu grave assédio entre 13-18 de Junho de 1657, dirigido pelo Duque de S. German, que comandava poderoso exército de 10000 homens de infantaria e 4000 de cavalo, com algumas tropas frescas deslocadas da Catalunha e foi rendida após luta porfiada, porque a não pôde socorrer o Conde de S. Lourenço, governador das armas da Província. Nestas operações morreram na praça 60 pessoas, entre nobres, plebeus e soldados defensores, incluindo seis artilheiros, ficando a muralha muito danificada pelo fogo da artilharia castelhana, com baterias colocadas defronte das porta da vila e no adro da ermida de S. Sebastião, do arrabalde. Todavia, logo no mês de Outubro se efectuou a sua recuperação pelas forças portuguesas constituídas por 9000 infantes, 2200 cavalos e 10 peças de artilharia, sob o comando do general Joane Mendes de Vasconcelos, assistido entre outros, pelo general D. Sancho Manuel de Vilhena, futuro Conde de Vila Flor, mestres de campo Diogo Gomes de Figueiredo (gravemente ferido na refrega), Pedro de Melo, Simão Correia da Suva, Conde de S. João, Agostinho de Andrade Freire, André de Albuquerque, Diogo de Mendonça, sargento-mor João de Amorim Bethencourt, e Francisco Pacheco de Mascarenhas, a qual ficou governando a praça reconquistada ao mestre de campo castelhano D. Francisco de Ávila e Orejon. A cidadela, protegida com a construção da nova cintura abaluartada dos engenheiros franceses Nicolau de Langres (1658-59), de seu filho, aprendiz de engenheiro e de Pierre de Saint-Colombe, sofreu outro incómodo durante a guerra de sucessão de Espanha, em 1706.
Edifício de planta poligonal, estrelar, regular, relativamente centralizada, resultante da articulação horizontal de cerca amuralhada medieval de planta quadrangular irregular, trapezoidal, com sua torre de menagem, cubelos e portas e com sistema de fortificação seiscentista de quatro baluartes, rematando os cunhais da cerca, e três revelins guardando a escarpa O, tudo envolvido por cortina de planta estrelar. A cerca medieval vira o paramento mais extenso do trapézio rectângulo a N., com a fachada marcada por um cubelo central, dois de remate dos cunhais e outro encostado ao cunhal NO. A fachada virada a O. é marcada por porta guardada por torreão de aspecto remoto, integrado numa pequena estrutura adjacente à Torre da Menagem, possivelmente o núcleo mais antigo do castelo. A fachada S. é marcada por duas torres de reforço avançado da Menagem e rematada no cunhal SE. por cubelo. A fachada E. segue alinhamento secante à ortogonalidade da planta e é cega, sem cubelos nem torres.
Utilização Inicial : Militar, residencial
Época de Construção : Séc. 14 / 15 / 16 / 17
Arquitecto/Construtor : João Afonso, Diogo e Francisco de Arruda, Nicolau de Langres e Pierre de Saint-Colombe.

The day has end. It's time to return to the Pousada and enjoy one of these wonderful meals... great taste, many good things to try, but we can't eat like this all days! If not, it will be necessary to enlarge over and over again ours clothes!...

  • Page Written May 19, 2002
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